As vezes penso que isso aqui parou.Está muito abandonado.Há algum tempo.
Sem culpas.É o momento, acredito.
Por um lado, isso é bom.É bom porque assim acredito que as coisas estejam melhorando e já não é mais preciso de um canto de lamentações nesse Mundão perdido.
Vamos escrever novamente.Talvez quebrando as ordens da soma, mas não importa não é mesmo? Dane-se a ordem.Dane-se.
É simples, uma palavra como esta.É simples e muito, mas muito útil mesmo.Talvez seja essa palavra que falte muito no vocabulário das pessoas.
Sabe? Notei, enfim, que algumas pessoas vivem "bitoladas".Ou atoladas, até mesmo.Atoladas com suas caras em livros, atoladas com seus problemas, atoladas com matérias para pôr e entregar em dia, atoladas de tanta falta de tempo para até mesmo respirar.
Até seus pescoços.Tapando seus narizes e seus olhos.É, acho que é por aí.
Essa idéia de que o relógio nunca para, que os dias vão e vão rápido, acelera nossos passos como chicotes às nossas costas.
Algumas pessoas, apressadas, vivem em função de uma competição por um espaço ilusório onde elas podem ser alguém.Algumas pessoas vivem, apressadas, tentando pisar à ser pisado.Vivendo uma hipocrisia atrás da outra, contradizendo através de ações o que as palavras uma vez tentaram firmar.Contradizendo opniões tidas como o topo da cadeia alimentar.
Hipocrisia, por vezes, torna-se, para mim, a palavra-chave do século.
Nós vivemos essa doença.
Sorrisos afogados em falsidade e inveja por todos os lados.Cercando e sufocando.Conformismo.Conformismo.Dormimos sobre ele.
E quando alguém percebe tudo isso...Não muda nada.Porque não há o que mudar.
Mas é assim.É assim que as coisas estão - vê o conformismo?
Enfim, é apenas um rabisco de uma idéia pouco formada.É o esboço de uma revolta interna e externa.
O pior disso, é que o dane-se é apenas uma outra ilusão.É como o dane-se de uma criança mimada que quer apenas esquecer aquilo que não consegue ter.É como o "Nem queria mesmo!".
Enfim, deixa quieto.
Isso é um lamento sem fundamentos.Mas existente e pertinente.Até demais.
Agora, fico aqui.Vou comer alguma coisa e fingir esquecer de algumas mentiras.
Dramático de mais, credo.
É hora.
Começo (2)
Para começar a responder uma carta tão esperada quanto esta, devo começar dizendo que você não precisa e acredito, de verdade, que nunca vai precisar, pedir alguma coisa como desculpas para mim.Fato e ponto.
Porque no final das contas é totalmente compreensível essa travada que a vida nos dá, algumas vezes.É um "chega pra lá" até que necessário, chego a pensar.
Mas enfim, vamos começar a responder tuas palavras mais do que bem vindas.
Espero que no final desta nova carta eu consiga ajudar com alguma coisa, por menor que esta venha a ser, é o objetivo pelo menos, se não conseguir...Bem, aí quem pede desculpas sou eu! Haha, isso também é uma palhaçada, a distância me deixa um tanto quanto impotente nessas situações.
É claro que te entendo, por sermos parecidos e, principalmente, por eu mesmo ser praticamente o criador desse problema de expressão. A primeira coisa que eu tento colocar na minha cabeça é que relacionamentos são difíceis no geral, com qualquer pessoa.
Nossas personalidades e ego chegam a ser tão grandes, que em contato com outras pessoas, essas personalidades chocam-se como ondas, a ressonância as vezes pode ser destrutiva (apenas para completar a analogia). Relacionamentos são sim muito difíceis.
Sabe? Eu penso muito nisso também, o Mundo e sua imposição, até escrevi à respeito disso há algumas semanas no meu blog "anual". Saca? Nós nascemos praticamente com um destino escrito, não por forças Divinas e maiores, mas pelos nossos próximos e pelo próprio sistema. Você vai andar assim, vai sair com essas pessoas, não com aquelas, vai estudar aqui, vai fazer isso e aquilo e parar de pensar nisso. O Mundo é imperativo, de um jeito tão sutil que nem percebemos. Nos enquadramos sem querer enquadrar, e os que tentam tomar um formato mais curvilíneo são tratados como excêntricos e excluídos. Nessa situação excêntricos procuram refúgio com outros semelhantes, porque...Quem consegue ficar sozinho? Leva a loucura, na certa.
Nesse caminho, acredito que é por causa disso que é mais fácil, nas suas próprias palavras, ser feliz pelos outros do que ser feliz para si. Veja, a nossa projeção nessa vida é criada pelos outros, eles estão felizes com isso...Mas o que a gente quer, por vezes deve ficar em segundo plano. bah! Mentira, nem sempre, é verdade. Nós nascemos na geração do egoísmo, isso é fato e está estampado em cada esquina, sobrevive o mais adaptado. Olhamos apenas para o nosso umbigo e queremos que os outros fiquem em segundo plano, é o antropocentrismo evoluído, a adolescência hoje vai dos 10 aos 25 anos, e depois dos 9 anos o ser humano volta passos atrás e pensa como um bebê que se enxerga como o umbigo do Mundo. Mas mesmo assim, acredito que é verdade, é mais fácil ser feliz para os outros do que para si mesmo, ainda acredito que seja pelo fato de que é mais difícil de enganar a nós mesmos. As vezes me pergunto, será que nós temos o direito de brigar tanto assim pela felicidade? Será que nós não somos apenas etapas para uma evolução? Se formos mesmo, não importa nossas vidas, para a natureza, pelo que estudamos, não importa mesmo. Tudo o que importa nessa teoria são os nossos espermas e óvulos.
Essa encruzilhada, de não saber onde estou, para onde vou, acho que também pisei nessa armadilha da crise existencial dos 20 anos. Sabe? Uma agonia de não querer estar aqui e estar lá, de precisar de mais espaço e sentir que essa cidade é pequena de mais, e que estou cercado de cactos confusos. Mas é uma etapa que não dá pra pular. Eu ainda não sei o que fazer, mas assim que souber, te digo! (:
Peço desculpas adiantadas, faz 3 semanas que você escreveu, e talvez seus problemas descritos já tenham sido solucionados, mas mesmo assim quis escrever. Faz falta!
Um abraço, e desejos de melhoras pelos problemas ditos na noite anterior!
Porque no final das contas é totalmente compreensível essa travada que a vida nos dá, algumas vezes.É um "chega pra lá" até que necessário, chego a pensar.
Mas enfim, vamos começar a responder tuas palavras mais do que bem vindas.
Espero que no final desta nova carta eu consiga ajudar com alguma coisa, por menor que esta venha a ser, é o objetivo pelo menos, se não conseguir...Bem, aí quem pede desculpas sou eu! Haha, isso também é uma palhaçada, a distância me deixa um tanto quanto impotente nessas situações.
É claro que te entendo, por sermos parecidos e, principalmente, por eu mesmo ser praticamente o criador desse problema de expressão. A primeira coisa que eu tento colocar na minha cabeça é que relacionamentos são difíceis no geral, com qualquer pessoa.
Nossas personalidades e ego chegam a ser tão grandes, que em contato com outras pessoas, essas personalidades chocam-se como ondas, a ressonância as vezes pode ser destrutiva (apenas para completar a analogia). Relacionamentos são sim muito difíceis.
Sabe? Eu penso muito nisso também, o Mundo e sua imposição, até escrevi à respeito disso há algumas semanas no meu blog "anual". Saca? Nós nascemos praticamente com um destino escrito, não por forças Divinas e maiores, mas pelos nossos próximos e pelo próprio sistema. Você vai andar assim, vai sair com essas pessoas, não com aquelas, vai estudar aqui, vai fazer isso e aquilo e parar de pensar nisso. O Mundo é imperativo, de um jeito tão sutil que nem percebemos. Nos enquadramos sem querer enquadrar, e os que tentam tomar um formato mais curvilíneo são tratados como excêntricos e excluídos. Nessa situação excêntricos procuram refúgio com outros semelhantes, porque...Quem consegue ficar sozinho? Leva a loucura, na certa.
Nesse caminho, acredito que é por causa disso que é mais fácil, nas suas próprias palavras, ser feliz pelos outros do que ser feliz para si. Veja, a nossa projeção nessa vida é criada pelos outros, eles estão felizes com isso...Mas o que a gente quer, por vezes deve ficar em segundo plano. bah! Mentira, nem sempre, é verdade. Nós nascemos na geração do egoísmo, isso é fato e está estampado em cada esquina, sobrevive o mais adaptado. Olhamos apenas para o nosso umbigo e queremos que os outros fiquem em segundo plano, é o antropocentrismo evoluído, a adolescência hoje vai dos 10 aos 25 anos, e depois dos 9 anos o ser humano volta passos atrás e pensa como um bebê que se enxerga como o umbigo do Mundo. Mas mesmo assim, acredito que é verdade, é mais fácil ser feliz para os outros do que para si mesmo, ainda acredito que seja pelo fato de que é mais difícil de enganar a nós mesmos. As vezes me pergunto, será que nós temos o direito de brigar tanto assim pela felicidade? Será que nós não somos apenas etapas para uma evolução? Se formos mesmo, não importa nossas vidas, para a natureza, pelo que estudamos, não importa mesmo. Tudo o que importa nessa teoria são os nossos espermas e óvulos.
Essa encruzilhada, de não saber onde estou, para onde vou, acho que também pisei nessa armadilha da crise existencial dos 20 anos. Sabe? Uma agonia de não querer estar aqui e estar lá, de precisar de mais espaço e sentir que essa cidade é pequena de mais, e que estou cercado de cactos confusos. Mas é uma etapa que não dá pra pular. Eu ainda não sei o que fazer, mas assim que souber, te digo! (:
Peço desculpas adiantadas, faz 3 semanas que você escreveu, e talvez seus problemas descritos já tenham sido solucionados, mas mesmo assim quis escrever. Faz falta!
Um abraço, e desejos de melhoras pelos problemas ditos na noite anterior!
Com o rosto molhado e um gosto salgado na boca volto para cá pra tentar te escrever alguma coisa. Acho que te devo alguma explicação. Da última vez que escrevi ("Não consigo escrever nada, etc.") não estava mesmo conseguindo fazer nem isso, nem nada. Estava travado. E ainda estou, na verdade. O jeito vai ser vomitar as palavras e ver no que vai dar. Nem lembro se da última vez que nos falamos te disse que estava bem ou não - faz tanto tempo, não é?
Acho que você consegue adivinhar um pouco como eu estou, já que somos tão parecidos. Estou com tantas dúvidas e apesar de todos que estão em volta tentando ajudar, eu acabo percebendo que o único que pode respondê-las sou eu mesmo. Logo eu, indeciso. Palhaçada...
Vou tentar listar algumas coisas com que eu não tenho estado me sentido confortável ultimamente (quem sabe você não me ajuda a bolar uma solução?): Minhas tentativas frustradas de tentar expor meus problemas com clareza (achei importante começar por esse). Algumas atitudes minhas em relação a algumas pessoas. A maneira como as pessoas se relacionam no geral. Como acho difícil me abrir para as pessoas. Como o dinheiro é importante e essencial. Devemos ter sempre objetivos (por que não podemos, pelo menos por um tempo, não querer realmente chegar em algum lugar?). As pessoas buscam em coisas materiais refúgio para muitos dos problemas. Como o Mundo te impõe uma série de restrições para você não ser excluído dele (e devemos nos submeter a todo esse tipo de padronização). Receios de que não encontrei o que realmente quero e preciso para levar, com alguma dignidade, minha vida. É mais fácil ser feliz para os outros que para si mesmo. Querer chorar em um ombro amigo e não ter ninguém por perto. Querer chorar em um ombro amigo, tê-lo do seu lado e ser incapaz de fazer isso.
Devo ter esquecido algumas coisas (não que sejam de menor importância, mas enfim). Algumas outras, acho que decidi não tratar aqui.
Não sei o que fazer
Não sei para onde ir.
Nem sei se isso é para você conseguir entender ou eu mesmo tentar desvendar o que ocorre nessa crise...
Acho que você consegue adivinhar um pouco como eu estou, já que somos tão parecidos. Estou com tantas dúvidas e apesar de todos que estão em volta tentando ajudar, eu acabo percebendo que o único que pode respondê-las sou eu mesmo. Logo eu, indeciso. Palhaçada...
Vou tentar listar algumas coisas com que eu não tenho estado me sentido confortável ultimamente (quem sabe você não me ajuda a bolar uma solução?): Minhas tentativas frustradas de tentar expor meus problemas com clareza (achei importante começar por esse). Algumas atitudes minhas em relação a algumas pessoas. A maneira como as pessoas se relacionam no geral. Como acho difícil me abrir para as pessoas. Como o dinheiro é importante e essencial. Devemos ter sempre objetivos (por que não podemos, pelo menos por um tempo, não querer realmente chegar em algum lugar?). As pessoas buscam em coisas materiais refúgio para muitos dos problemas. Como o Mundo te impõe uma série de restrições para você não ser excluído dele (e devemos nos submeter a todo esse tipo de padronização). Receios de que não encontrei o que realmente quero e preciso para levar, com alguma dignidade, minha vida. É mais fácil ser feliz para os outros que para si mesmo. Querer chorar em um ombro amigo e não ter ninguém por perto. Querer chorar em um ombro amigo, tê-lo do seu lado e ser incapaz de fazer isso.
Devo ter esquecido algumas coisas (não que sejam de menor importância, mas enfim). Algumas outras, acho que decidi não tratar aqui.
Não sei o que fazer
Não sei para onde ir.
Nem sei se isso é para você conseguir entender ou eu mesmo tentar desvendar o que ocorre nessa crise...
E então...Me perco.
(Bem vou abandonar totalmente um linguajar culto, quero falar como meus pensamentos vem e como eu, eu mesmo, falaria.Ok, talvez não como eu falaria, mas como meus pensamentos estão vindo à minha mente neste exato momento).
E ae rapaz!
Essa é mais uma daquelas noites que parecem ser longa de mais para caber num espaço curto de contagem de algumas poucas horas.Minha cabeça não consegue se concentrar o suficiente naquilo que chamamos de sono, e toda vez que ele aparece essa agitação toda espanta ele como se fosse um bixo do mato, pulando de trás de um arbusto.Bizaaarro, mas real.O que eu fiz? Bah...levantei e aqui estou, nada melhor do que escrever um pouco para depois ir deitar, e covenhamos, estou devendo essa pra você já faz uma semana pelas contagens da internet.
Sabe? Pensei nisso que você disse...o conselho que você colocou em todas aquelas letras que formaram o teu " meio termo entre telegrama e carta ", mas que pra mim, ainda é uma carta completa com remetente e destinatário mais certos do que nunca.
Acho que como você bem sabe, essa coisa de expressar exatamente o que se passa nesse universo dentro da minha cabeça, é algo mais complicado do que parece né?!
Em um ponto dessa estradona que eu estou percorrendo, em algum momento, eu tropecei.E quando levantei, não conseguia mais falar abertamente, ou demonstrar linhas de sentimentos.É, eu me fechei, normal.
Por isso talvez seguir teu conselho seja algo um pouco mais difícil do que normalmente seria.Mas admito que as coisas estão melhorando nesse ponto, e já sinto que essa melhora é totalmente positiva, certo? E por isso concordo com você, quando diz que o dia parece melhor depois de praticar todos esses exercícios verbais e liberar palavra por palavra de embromo que existe no fundo de cada alma, é um alívio poder abrir a porta de casa, colocar os pés para dentro e não sentir aquela bola de confusão negra e agressiva dentro do estômago.Mas é um alívio que por vezes se torna raro.
Os momentos de nudez da alma são por exemplo, agora.Um momento meu, e só meu, de organizar os pensamentos e tentar coloca-los em linha ordenada e pacífica.Infelizmente, ou felizmente, exposta para quem tiver algum tempo para jogar fora e perdê-lo lendo alguma inutilidade na internet.
Escrever é algo novo, muitas vezes as confusões interiores saem na forma de algum desenho, ou ao escutar alguma música foda.Até mesmo, um filme foda.
Mas falar...É outra história.
Olhar para mim mesmo, lá dentro, no fundo de uma suposta alma é algo complicado de mais.Ordenar essas imagens desconexas é algo dificílimo, um retrato dessa tentativa seria o labirinto.Imagina? Teseu entrando no labirinto do minotauro sem o novelo de lã? Ele teria sido apenas mais um, não teria conseguido voltar mesmo após ter matado o tal do vilão.Pois é...mesmo encontrando a resposta desejada, eu nunca consido voltar pra "realidade" com palavras palpáveis (:
É fato.
Ok..ok! Não digo nunca, mas a maioria das vezes.Acho na verdade, com um otimismo que eu tirei agora da cartola, que esse nunca está ficando cada vez mais fraco, pra minha sorte eu espero que realmente esteja! E não seja mais uma pegadinha da minha cabeça.
Creio que nesse ponto da minha vida eu tenha aprendido a disconfiança, sabe? Não confiar mais, palavras, aos outros e isso acabou se consolidando cada vez mais em torno de mim e de mim, erradiava para as outras pessoas, de modo que a confiança minguava de mim até os mais próximos.Apesar de tudo, mesmo sabendo que ficar calado é algo negativo, por vezes é um bom negócio.
Por fim, de verdade, o que eu realmente queria dizer se perdeu aí no meio.Me desculpe, acho que ficou confuso de mais, e minha habilidade na escrita não se compara à sua.Mas é algo mais ou menos assim mesmo. (:
Saudade grande cara.
(Bem vou abandonar totalmente um linguajar culto, quero falar como meus pensamentos vem e como eu, eu mesmo, falaria.Ok, talvez não como eu falaria, mas como meus pensamentos estão vindo à minha mente neste exato momento).
E ae rapaz!
Essa é mais uma daquelas noites que parecem ser longa de mais para caber num espaço curto de contagem de algumas poucas horas.Minha cabeça não consegue se concentrar o suficiente naquilo que chamamos de sono, e toda vez que ele aparece essa agitação toda espanta ele como se fosse um bixo do mato, pulando de trás de um arbusto.Bizaaarro, mas real.O que eu fiz? Bah...levantei e aqui estou, nada melhor do que escrever um pouco para depois ir deitar, e covenhamos, estou devendo essa pra você já faz uma semana pelas contagens da internet.
Sabe? Pensei nisso que você disse...o conselho que você colocou em todas aquelas letras que formaram o teu " meio termo entre telegrama e carta ", mas que pra mim, ainda é uma carta completa com remetente e destinatário mais certos do que nunca.
Acho que como você bem sabe, essa coisa de expressar exatamente o que se passa nesse universo dentro da minha cabeça, é algo mais complicado do que parece né?!
Em um ponto dessa estradona que eu estou percorrendo, em algum momento, eu tropecei.E quando levantei, não conseguia mais falar abertamente, ou demonstrar linhas de sentimentos.É, eu me fechei, normal.
Por isso talvez seguir teu conselho seja algo um pouco mais difícil do que normalmente seria.Mas admito que as coisas estão melhorando nesse ponto, e já sinto que essa melhora é totalmente positiva, certo? E por isso concordo com você, quando diz que o dia parece melhor depois de praticar todos esses exercícios verbais e liberar palavra por palavra de embromo que existe no fundo de cada alma, é um alívio poder abrir a porta de casa, colocar os pés para dentro e não sentir aquela bola de confusão negra e agressiva dentro do estômago.Mas é um alívio que por vezes se torna raro.
Os momentos de nudez da alma são por exemplo, agora.Um momento meu, e só meu, de organizar os pensamentos e tentar coloca-los em linha ordenada e pacífica.Infelizmente, ou felizmente, exposta para quem tiver algum tempo para jogar fora e perdê-lo lendo alguma inutilidade na internet.
Escrever é algo novo, muitas vezes as confusões interiores saem na forma de algum desenho, ou ao escutar alguma música foda.Até mesmo, um filme foda.
Mas falar...É outra história.
Olhar para mim mesmo, lá dentro, no fundo de uma suposta alma é algo complicado de mais.Ordenar essas imagens desconexas é algo dificílimo, um retrato dessa tentativa seria o labirinto.Imagina? Teseu entrando no labirinto do minotauro sem o novelo de lã? Ele teria sido apenas mais um, não teria conseguido voltar mesmo após ter matado o tal do vilão.Pois é...mesmo encontrando a resposta desejada, eu nunca consido voltar pra "realidade" com palavras palpáveis (:
É fato.
Ok..ok! Não digo nunca, mas a maioria das vezes.Acho na verdade, com um otimismo que eu tirei agora da cartola, que esse nunca está ficando cada vez mais fraco, pra minha sorte eu espero que realmente esteja! E não seja mais uma pegadinha da minha cabeça.
Creio que nesse ponto da minha vida eu tenha aprendido a disconfiança, sabe? Não confiar mais, palavras, aos outros e isso acabou se consolidando cada vez mais em torno de mim e de mim, erradiava para as outras pessoas, de modo que a confiança minguava de mim até os mais próximos.Apesar de tudo, mesmo sabendo que ficar calado é algo negativo, por vezes é um bom negócio.
Por fim, de verdade, o que eu realmente queria dizer se perdeu aí no meio.Me desculpe, acho que ficou confuso de mais, e minha habilidade na escrita não se compara à sua.Mas é algo mais ou menos assim mesmo. (:
Saudade grande cara.
Com muito otimismo (ainda) estou te enviando essa mensagem (que ficou grande demais para ser um telegrama e um tanto quanto pequena para ser chamada de carta).
Não consigo deixar de pensar em tudo que estamos vivendo agora e no que vamos viver. Acho que o Mundo me pegou de jeito e está me ninando de uma forma tão especial que não sei exatamente o que dizer.
(Não sei se você chegou a ver um vagalume que passou aqui por perto. Se não, dê uma procurada, por favor. O dia ainda não acabou, sabia? E acho que ele vai ser mais longo do que parece.)
As coisas parecem ficar cada vez mais simples. Mais do que nunca, acredita?
Faça o que eu estou pedindo, se você puder? Estou praticando sem moderações... Abra todos seus pensamentos da forma mais sincera possível. Sinta da forma mais simples e deixe que os outros fiquem sabendo disso. Tente por em palavras o que você está sentindo e declare tudo isso para alguém. Pode ser qualquer um. Qualquer um mesmo.
Você vai se sentir mais puro do que nunca, isso eu garanto. Vai abrir os olhos para muitas coisas. Vai perder o medo de tantas outras. Vai sentir mais e ficar em paz com você e com os que estão por perto. E todo mundo vai perceber. Se não perceberem, continue o exercício e diga o que está sentindo.
Essa carta que estou mandando para você, foi originalmente escrita para mim - agora que percebi. É a continuidade dessa proposta que eu fiz pra você.
E está dando muito certo.
Saudades.
Não consigo deixar de pensar em tudo que estamos vivendo agora e no que vamos viver. Acho que o Mundo me pegou de jeito e está me ninando de uma forma tão especial que não sei exatamente o que dizer.
(Não sei se você chegou a ver um vagalume que passou aqui por perto. Se não, dê uma procurada, por favor. O dia ainda não acabou, sabia? E acho que ele vai ser mais longo do que parece.)
As coisas parecem ficar cada vez mais simples. Mais do que nunca, acredita?
Faça o que eu estou pedindo, se você puder? Estou praticando sem moderações... Abra todos seus pensamentos da forma mais sincera possível. Sinta da forma mais simples e deixe que os outros fiquem sabendo disso. Tente por em palavras o que você está sentindo e declare tudo isso para alguém. Pode ser qualquer um. Qualquer um mesmo.
Você vai se sentir mais puro do que nunca, isso eu garanto. Vai abrir os olhos para muitas coisas. Vai perder o medo de tantas outras. Vai sentir mais e ficar em paz com você e com os que estão por perto. E todo mundo vai perceber. Se não perceberem, continue o exercício e diga o que está sentindo.
Essa carta que estou mandando para você, foi originalmente escrita para mim - agora que percebi. É a continuidade dessa proposta que eu fiz pra você.
E está dando muito certo.
Saudades.
Acho que essa última carta tem uma essência maior da tua pessoa.Digamos que "tem a cara" do autor.Uma preocupação com coisas que realmente importam, contadas de uma forma simples, e que faz pensar.Não há como começar de uma forma diferente se não dizendo "Concordo" e creio que qualquer outra pessoa que ler a carta de baixo, pensará a mesma coisa, salvo uma ou outra pessoa (e eu entendo o porque).
Digamos que essa esperança de uma resposta rápida é algo natural de todos nós, a ansiedade não é algo lá muito gostoso para ser sentida, certo? E lembrando que todos nós a sentimos.Logo, creio que seja por isso que nós sempre desejamos ficar longe da famosa sala de espera do Consultório da Vida.Mas eu sou um dos que concorda com a sua opnião.
O sistema todo inventa mil e um modos de não deixar-nos esperando, ou seja, com um tempo ocioso.Porque? Mil e um motivos.Talvez se lembrarmos do início dessa modernidade toda, o início da Revolução Indústrial (caramba, que massante, mas calma, talvez faça sentido).Quando as fábricas surgiram, surgiram com ela idéias de como fazer a máquina de produção funcionar mais rápido, controlando o tempo de todos os homens que trabalhava na esteira de produção.O tempo de almoço, o tempo de tomar água, ir ao banheiro, o tempo de descanso, até aquela folguinha marota que as pessoas dão fazendo um certo "corpo mole" pra tentar recuperar o fôlego.Acho que talvez essa mania, de controlar o tempo de ócio, tenha pegado de verdade.
Mc Donalds, ouvi relatos de que lá nas Terras do Tio Sam eles controlavam o tempo dos consumidores.Na verdade por aqui também há idéias de que eles fazem o mesmo.Ouvi que nas franquias não havia lugar para sentar, eram apenas umas mesinhas mais altas, pra pessoa apenas arrumar o lanche na mão, e sair comendo para o trabalho.Para os consumidores não perderem tempo comendo, e para a franquia ter mais espaço para mais consumidores.Aqui, no Brasil, ouvi dizer algo curioso sobre as cadeiras, que elas seriam inclinadas para frente, e desconfortáveis de propósito para fazer o cliente sair mais depressa.Enfim, talvez seja boato, talvez não.Mas talvez tenha dado pra pegar a idéia.O que eu quis dizer, no final das contas, é que talvez essa "compilação" do tempo, tenha surgido por causa do trabalho.Pra mim, faz sentido.Pegamos o congelado, o seu exemplo, porque? Pra termos tempo de fazer outra coisa, para poder produzir outra coisa...Nem que seja produzir um tempo de descanso, ou de inutilidade na frente da TV ou do Computador.
Mas a real é que concordo também que isso é extremamente prejudicial, e que as futuras gerações receberão isso de forma bombásticamente forte.Toda essa pressa na verdade fará com que as pessoas percam o dia-a-dia, elas perderão o sol, as núvens, as árvores e a estrada...Tudo porque, depois de tanta pressa, elas não tiveram tempo.Irônico né?Mas pra mim, isso se encaixa com uma certa perfeição.E todo esse cenário se mostra verdadeiro não apenas no campo do trabalho, mas como eu disse, na vida toda.Esperar uma resposta, um sim ou um não, gera uma ansiedade desconfortável.Aí, temos pressa mesmo.Um tanto quanto incontrolável, e talvez necessária.Haha, agora que pensei no que escrevi, tenho medo de não ter respondido ou recebido tua carta como o esperado.Mas foi nisso que pensei na hora de escrever.
Essa é a minha vez de pedir desculpas pela demora, primeira semana da faculdade temo que seja um pouco apressada, e agora que ando um pouco mais ocupado ficará relativamente mais difícil de responder, mas creio que isso seja mútuo.Espero que esteja tudo bem por aí, e espero que teus dias sejam simples como uma refeição (:
Quando os dias são simples, fiquei sabendo que o sol é mais bonito, e o céu cheio de núvens.Como está o seu dia?
Digamos que essa esperança de uma resposta rápida é algo natural de todos nós, a ansiedade não é algo lá muito gostoso para ser sentida, certo? E lembrando que todos nós a sentimos.Logo, creio que seja por isso que nós sempre desejamos ficar longe da famosa sala de espera do Consultório da Vida.Mas eu sou um dos que concorda com a sua opnião.
O sistema todo inventa mil e um modos de não deixar-nos esperando, ou seja, com um tempo ocioso.Porque? Mil e um motivos.Talvez se lembrarmos do início dessa modernidade toda, o início da Revolução Indústrial (caramba, que massante, mas calma, talvez faça sentido).Quando as fábricas surgiram, surgiram com ela idéias de como fazer a máquina de produção funcionar mais rápido, controlando o tempo de todos os homens que trabalhava na esteira de produção.O tempo de almoço, o tempo de tomar água, ir ao banheiro, o tempo de descanso, até aquela folguinha marota que as pessoas dão fazendo um certo "corpo mole" pra tentar recuperar o fôlego.Acho que talvez essa mania, de controlar o tempo de ócio, tenha pegado de verdade.
Mc Donalds, ouvi relatos de que lá nas Terras do Tio Sam eles controlavam o tempo dos consumidores.Na verdade por aqui também há idéias de que eles fazem o mesmo.Ouvi que nas franquias não havia lugar para sentar, eram apenas umas mesinhas mais altas, pra pessoa apenas arrumar o lanche na mão, e sair comendo para o trabalho.Para os consumidores não perderem tempo comendo, e para a franquia ter mais espaço para mais consumidores.Aqui, no Brasil, ouvi dizer algo curioso sobre as cadeiras, que elas seriam inclinadas para frente, e desconfortáveis de propósito para fazer o cliente sair mais depressa.Enfim, talvez seja boato, talvez não.Mas talvez tenha dado pra pegar a idéia.O que eu quis dizer, no final das contas, é que talvez essa "compilação" do tempo, tenha surgido por causa do trabalho.Pra mim, faz sentido.Pegamos o congelado, o seu exemplo, porque? Pra termos tempo de fazer outra coisa, para poder produzir outra coisa...Nem que seja produzir um tempo de descanso, ou de inutilidade na frente da TV ou do Computador.
Mas a real é que concordo também que isso é extremamente prejudicial, e que as futuras gerações receberão isso de forma bombásticamente forte.Toda essa pressa na verdade fará com que as pessoas percam o dia-a-dia, elas perderão o sol, as núvens, as árvores e a estrada...Tudo porque, depois de tanta pressa, elas não tiveram tempo.Irônico né?Mas pra mim, isso se encaixa com uma certa perfeição.E todo esse cenário se mostra verdadeiro não apenas no campo do trabalho, mas como eu disse, na vida toda.Esperar uma resposta, um sim ou um não, gera uma ansiedade desconfortável.Aí, temos pressa mesmo.Um tanto quanto incontrolável, e talvez necessária.Haha, agora que pensei no que escrevi, tenho medo de não ter respondido ou recebido tua carta como o esperado.Mas foi nisso que pensei na hora de escrever.
Essa é a minha vez de pedir desculpas pela demora, primeira semana da faculdade temo que seja um pouco apressada, e agora que ando um pouco mais ocupado ficará relativamente mais difícil de responder, mas creio que isso seja mútuo.Espero que esteja tudo bem por aí, e espero que teus dias sejam simples como uma refeição (:
Quando os dias são simples, fiquei sabendo que o sol é mais bonito, e o céu cheio de núvens.Como está o seu dia?
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